Groenlândia nega acordo mineral com EUA, mas se mostra aberta a diálogos

Groenlândia nega acordo mineral com EUA, mas se mostra aberta a diálogos

A Groenlândia não participou de nenhuma discussão sobre acordo mineral como parte do framework anunciado entre os Estados Unidos e a OTAN, informou Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro do território, em 22 de janeiro.

A declaração vem um dia após o presidente americano Donald Trump recuar de suas ameaças de invadir a Groenlândia, anunciando que um “framework para um acordo futuro em relação à Groenlândia” foi formado após encontro com Mark Rutte, Secretário Geral da OTAN.

Nielsen afirmou que representantes da Groenlândia e da Dinamarca conversaram com Rutte dias antes do anúncio. “A impressão que tenho é que o que dissemos lá, que temos algumas linhas vermelhas claras, foi transmitido ao presidente [dos EUA]”, explicou o primeiro-ministro groenlândês.

O líder também esclareceu que não houve “nada sobre um acordo de recursos minerais ou qualquer outra coisa. Mas isso é algo para discussões futuras que estamos dispostos a ter e damos boas-vindas a um diálogo em um grupo de trabalho de alto nível”.

Trump tem demonstrado interesse na Groenlândia desde o início de seu segundo mandato, inicialmente afirmando querer acesso às riquezas minerais do território, e mais recentemente argumentando que o controle americano da ilha seria imperativo para defendê-la contra China e Rússia.

A Groenlândia ocupa a oitava posição mundial em reservas de terras raras, com 1,5 milhão de toneladas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O território também possui recursos naturais como minério de ferro, grafite, tungstênio, paládio, vanádio, zinco, ouro, urânio e cobre.